JPMorgan é Processado por Cobrar Taxas na Compra de Criptomoedas

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O JPMorgan Chase & Co está sendo alvo de ação judicial no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. A instituição é acusada de cobrar uma taxa surpresa dos clientes que compraram criptomoedas após o banco (acompanhado de diversas outras instituições) proibir o uso de cartão de crédito na transação.

Segundo a Reuters, o processo – uma ação de classe nacional – foi arquivado na terça-feira (10). A porta-voz de Chase, Mary Jane Rogers, não quis comentar o processo, mas disse que o banco parou de processar as compras de criptografia no cartão de crédito em 3 de fevereiro por causa do risco de crédito envolvido.

“Os clientes podem usar seus cartões de débito Chase para comprar moedas criptografadas de suas contas correntes sem incorrer em taxas de adiantamento de dinheiro”, disse.

Os clientes afirmam que, após a proibição do uso do cartão de crédito, o JP Morgan passou a lhes cobrar taxas extras e taxas de juros substancialmente mais altas sobre os adiantamentos em dinheiro. Além disso, o banco se recusou a reembolsar os clientes que reclamaram.

Não foi só o JPMorgan

A medida não foi tomada apenas pelo JPMorgan. Vários bancos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, incluindo o Lloyds Banking Group, a Virgin Money e o Citigroup, proibiram o uso de cartões de crédito para comprar moedas digitais, após uma forte queda de preços.

No início do ano, o Bitcoin desvalorizou mais de 50% em relação ao pico – em dezembro, a moeda chegou a valer quase US$ 20 – em meio a preocupações regulatórias.

O autor da ação é Brady Tucker, morador do estado de Idaho. Ele argumenta ter pagado US$ 143,30 em taxas e US$ 20,61 em juros surpresa em cinco transações feitas entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro. O valor parece inicialmente pequeno, mas torna-se relevante ao considerar que centenas ou milhares de clientes também foram afetados.

A ação acusa a Chase de violar a U.S. Truth in Lending Act, lei que exige que os emissores de cartões de crédito notifiquem os clientes, por escrito, de qualquer alteração significativa nas cobranças ou nos termos.

O processo pede indenização de US$ 1 milhão. O valor, no entanto, não se não se limita ao caso de Tucker. Nos Estados Unidos, é possível montar ações coletivas: uma pessoa inicia o processo, que fica aberto a outros com o mesmo problema.

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